sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Coletânea que traz bandas que só emplacaram uma musica já esta a venda na Inglaterra

“One hit wonder” é como são chamados, nos países de língua inglesa, cantores ou bandas que fazem estrondoso sucesso com uma música e nunca mais conseguem repetir o êxito. Caso da norte-americana Kim Carnes, que até hoje é conhecida por "Bette Davis eyes", lançada em 1981, e da dupla Wax  meio inglesa, meio norte-americana , responsável pelo hit "Right between the eyes", de 1986. Há casos em que a música pode ser reconhecida até hoje, mas poucos lembram quem a cantava. Nem todo mundo que ouve "Video killed the radio star", por exemplo, vai associá-la imediatamente à banda britânica Buggles  a música é de 1980.

Os casos são tantos que, juntos, renderam um álbum triplo, One hit wonders, recém-lançado no Brasil pelo selo Music Brokers Brasil —, especializado em coletâneas volumosas como Os 100 melhores boleros da história, 80’s — The definitive hits collection e Box — Jazz collectors. Ou seja, verdadeiras caixas de preciosidades dispersas. Por isso, o álbum triplo com músicas de artistas de um sucesso só recebeu o subtítulo The hardest do find hits of all time — algo como “os sucessos mais difíceis de encontrar em todos os tempos.”  Para quem já passou dos 40, o lançamento é puro divertimento e nostalgia. O repertório privilegia gravações dos últimos 30 anos do século 20 e, embora os volumes não sejam rigorosamente separados por décadas, cada um segue uma tendência. O primeiro se volta principalmente para os anos 1980 e traz pérolas como as citadas músicas de Kim Carnes, Wax e Buggles, além de "Maniac", tema do filme Flashdance, cantada por Michael Sembelo, e a dançante "Ice ice baby", de Vanilla Ice (lembram?), entre outras.  O segundo disco é mais centrado na música eletrônica dos anos 1990. Coisas como "Send me an angel", do Real Life, "What is love", de Haddaway, e "Where do you go", do No Mercy. Quem não se lembra de nenhuma pelo nome vai reconhecê-las imediatamente assim que ouvi-las. Já o terceiro volume volta aos anos 1970. Estão lá a indefectível "Raindrops keep falling on my head", de B. J. Thomas, a baba Smile a little smile for me, do Flying Machine, e "Without you", do grupo espanhol Barrabas (com um refrão que ainda hoje se mostra certeiro).  Curiosamente, nem todo dono de um hit começou a carreira com a música em questão e nem desistiu da carreira por não repetir o sucesso. Kim Carnes, por exemplo, começou em 1976 e gravou oito álbuns depois de Mistaken identity, o disco que continha "Bette Davis eyes" — o mais recente é Chasin’ wild trains, de 2004. B. J. Thomas entra injustamente na seleção, já que antes de "Raindrops"… fez sucesso com Oh me oh my (“I’m a fool for you baby”) e em 2009 até lançou um disco de bossa nova, Once I loved — O amor em paz, com participações de Ivete Sangalo e Ivan Lins, entre outros.  O rapper Vanilla Ice também continua na ativa, investindo no gênero que o tornou conhecido, sem a mesma repercussão. Ice também recorre ao passado para se manter na mídia. Recentemente, deu entrevista ao jornal News of the World contando por que terminou seu relacionamento com Madonna, em 1991. Segundo o cantor, que tinha 24 anos à época (e Madonna, 33), os dois se separaram depois que ela lançou o livro Sex, que continha fotos eróticas do casal e da cantora com outros homens. Parece falta de assunto mais interessante.
ONE HIT WONDERS — THE HARDEST TO FIND HITS OF ALL TIME

Álbum triplo, com 14 faixas em cada volume. Lançamento Music Brokers Brasil. Preço médio: R$ 46.




sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Want to be an idol of Gospel music?




Essas regras são uma constatação pessoal do "valor médio" do louvor gospel brasileiro. Siga-as a risca e seja um sucesso instantâneo.



1. Fale pouco de Deus e de sua obra redentora... Mais ainda, faça as pessoas acreditarem que Deus é o Papai Noel dos adultos;

2. Vogais... seu refrão adora mais se tiver vogais, elas mostram sua espiritualidade e encobrem sua capacidade de criar refrões inteligentes."Ouaieoua" é algo que vai fazer todos sentirem o maior êxtase espiritual;

3. Leia Cantares, Jó, Ester e outros livros pouco lidos da Bíblia, faça uma salada com versículos desses livros... Junte em um refrão grudento;

4. Ministrações espontâneas... você precisa ter ministrações espontâneas, mesmo que você as ensaie e decore tudo o que vai falar, e fale sempre a mesma coisa no mesmo momento em todas suas ministrações;

5. Diga sempre que foi Deus quem te deu a música... isso tira de você o peso de não saber compor, e também te dá uma arma poderosa contra os que fizerem criticas... "Você ousa questionar Deus e o Espírito Santo?";

6. Fale em línguas... não importa se ninguém entende, isso mostra que você é muito espiritual. Se você não sabe falar, finja que fala..."rita lava saia", "ripa lá pra trás", "chupa bala halls" e "siri anda lá na praia" são bons exemplos de embromação;

7. Chuva é extravagante... sempre faça 5 musicas sobre chuva por cd;

8. Fogo e rio também são extravagantes... sempre peça pra Deus mandar fogo e te afogar no rio;

9. Por aplicação direta das 2 regras acima, se você pedir chuva de fogo, você será ungido(a) com a unção da face de leão marinho do norte, e rio de fogo com a unção do peixe boi sagrado. Cuidado, se você pedir fogo e depois chuva, a chuva apaga o fogo!;

10. Nunca leia a Bíblia... afinal ela pode condenar as idéias propagadas por suas músicas, leia caixinhas de promessas e Kenneth Hagin;

11. Faça atos proféticos... ignore o fato de que os profetas do Velho Testamento só faziam tais coisas por ordem de Deus. Ignore também o fato de que no VT os profetas faziam as coisas para ilustrar uma realidade espiritual, não para mudar a realidade espiritual;

12. Cante como a Ana Paula Valadão... Se não for possível, finja que é. Se não der para imitar a Ana Paula Valadão, ao menos imite a Nívea Soares. Se nem assim der, determine que você pode, afinal suas palavras têm poder (lembre-se: se a Bispa Sônia Hermandes pode desafinar diante de um microfone para milhares de pessoas, você também pode);

13. Shophar... você precisa de um, mesmo que não faça idéia do que seja um Shophar.

14. Dançarinas... arranje dançarinas, Tai-chi Chuan é uma boa alternativa. Quanto mais parecidas com mariposas, melhor;

15. Gravação ao vivo é extravagante... ninguém nunca pensou em fazer isso, vá e destrua os poderes satânicos em quixopó do norte com sua ministração profética de 15 minutos;

16. Compre um violão de 12 cordas, e tenha uma igreja em Contagem;

17. "Penteai a noiva"... é um bom nome par ministério de louvor extravagante, e soa bem melhor que dizer "fazei chapinha na noiva";

18. Role no chão durante as ministrações... Crê-se que o deus dos extravagantes se agrada dos que se portam como sofredores de epilepsia;

19. Coloque um pimenta do reino embaixo da língua... ninguém vai entender o que você canta, lembre-se: "gemidos inexprimíveis";

20. Durante a ministração, repare bem em tudo o que os outros estão fazendo... Qualquer atitude no sense extravagante deve ser copiada, ainda que você não faça idéia do porquê;

21. Compre CDs do hillsongs, hosanna music, Jason Upton e Vineyard... copie todas as músicas que derem para ser tocadas em sol maior. Aliás, toque todas em sol maior. Sol Maior é meu Pastor e nada me faltará;

22. Se você for um cantor gospel romântico decadente... invente uma visão, experiência, ou algo do tipo e diga que Deus revelou que você deve gravar só adoração [não mencione o fato do seu produtor ter te avisado que essa é a tendência do mercado, nem fale que você está desesperado para arranjar dinheiro pra ir pra Las Vegas]. Se funcionou para Michael W Smith vai funcionar pra você;

23. Você tem um objetivo: Ser extravagante;

24. Lembre-se: nunca venda um CD por menos de 25 reais... ou a gravadora não terá o dinheiro para fazer o jabá.

25. Fale mal de todo tipo de musica secular... A associe ao demônio e à falta de santidade. É preciso reduzir a concorrência com musicas de qualidade;

26. Emita barulhos estranhos e tenha atitudes esquizofrênicas... Todo tipo de comportamento alucinado pode ser facilmente dissimulado em manifestações do "poder de Deus";

27. Dissimule milagres... Objetos transformados em ouro voltaram à moda.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mike Portnoy dá adeus ao DT

O baterista e fundador do Dream Theater, Mike Portnoy, anunciou hoje, 8 de setembro de 2010, que deixou a banda. Na carta de Mike, que pode ser acessada em seu facebook, ele explica os motivos de sua saída, dizendo que está tendo mais diversão e melhores relações pessoais com os demais projetos, entre eles, o AVENGED SEVENFOLD, que tocará no SWU dia 11 de outubro em Itu / SP. Ele tentou dar um tempo com a banda, para retornar com as baterias recarregadas, mas os demais membros do Dream Theater não compartilharam de seus sentimentos, o que causou o rompimento.
Leia a tradução do texto completo de Mike:
Estou prestes a escrever algo que nunca imaginei que fosse escrever:
Após 25 anos, decidi deixar o Dream Theater (banda que fundei, liderei e amei verdadeiramente por um quarto de século).
Para várias pessoas isto será um choque completo e também provavelmente será incompreendido por alguns, mas por favor acreditem que não é uma decisão impensada. É algo com o que vinha lutando desde mais ou menos o último ano.
Após ter experiências tão incríveis tocando com o Hail, Transatlantic e Avenged Sevenfold neste último ano, concluí tristemente que me divirto mais e me relaciono melhor com esses outros projetos do que tenho com o Dream Theater há algum tempo.
Por favor não me interpretem mal, amo os caras do DT de verdade e temos uma longa história de amizade que nos une profundamente. É que realmente acho que precisamos de uma pausa.
O Dream Theater sempre foi meu bebê e eu tomei conta desse bebê cada dia e momento da minha vida desde 1985 - 24 horas por dia, 365 dias por ano. Estar de férias com o DT não significa não ter responsabilidades (mesmo quando estávamos "parados")... sempre estive trabalhando e muito além do que a maioria das pessoas sãs fariam por uma banda.
Mas cheguei a conclusão de que a máquina DT estava começando a me desgastar e realmente precisava de uma pausa da banda com o intuito de salvar meu relacionamento com os outros membros e manter meu espírito do DT alimentado e inspirado.
Nós temos estado num ciclo de escrever/gravar/fazer turnês por quase 20 anos agora (em que eu tomei conta de CADA aspecto sem uma folga) e enquanto alguns meses têm sido muito necessários, eu honestamente esperava que o grupo pudesse simplesmente concordar comigo tendo uma espécie de "hiato" para recarregarmos nossas baterias e "salvar-me de nós mesmos".
Infelizmente, discutindo isto com os caras, eles determinaram que não compartilham dos meus sentimentos e decidiram continuar sem mim ao invés de dar um descanso. Eu até mesmo me ofereci para fazer alguns trabalhos ocasionais ao longo de 2011 (contra meus desejos iniciais), mas não era para ser...
Enquanto dói sinceramente para mim só de pensar em um Dream Theater sem Mike Portnoy (infernos, meu pai nomeou a banda!!), eu não quero ficar no caminho deles, então optei por me sacrificar e simplesmente deixar a banda para não segurá-los contra seus desejos...
Curiosamente, acabei de ler uma entrevista que dei recentemente em que me perguntaram sobre o futuro do DT e falei sobre "sempre seguir seu coração e ser fiel a si mesmo". Infelizmente, preciso dizer que neste momento em específico, meu coração não está com o Dream Theater... e eu simplesmente iria ignorar minhas emoções e NÃO seria fiel a mim mesmo se continuasse motivado por obrigação sem tirar as férias que eu senti que necessitava.
Desejo aos caras o melhor e espero que a música e o legado que criamos juntos seja curtido por fãs nas próximas décadas. Estou orgulhoso de cada álbum que fizemos, cada música que escrevemos e cada show que tocamos.
Sinto muito aos fãs do DT desapontados pelo mundo... eu realmente tentei salvar a situação e fazer funcionar. Eu realmente só queria uma pausa (não uma separação), mas felicidade não pode ser forçada e precisa vir de dentro.
Vocês, fãs do DT, são os maiores fãs do mundo e, como vocês todos sabem, sempre trabalhei duro por vocês e espero que continuem comigo na minha futura jornada musical, não importa aonde isso possa me levar - e como todos vocês conhecem minha ética de trabalho, com certeza não haverá escassez de projetos futuros do MP!
Infelizmente,
Seu destemido ex-líder e baterista,
Mike Portnoy
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sábado, 31 de julho de 2010

Restitui o que?

Congresso Pentecostal onde preguei recentemente


As vezes, ouço que sou um sujeito chato quando opino sobre as letras de certas canções evangélicas (e já começa por aí: eles sempre me corrigem e dizem que o nome correto é Louvor).

Que sou chato, não resta dúvida: É só perguntar para qualquer um de meus três filhos, ou mesmo a seu amigos, que insistem em pensar que a sala de casa é albergue de cabra desocupado que vive para jogar Win-Eleven no video-game.

Esses dias, ouvia um "louvor" que dava ordem a Deus:
"Restitui! Eu quero de volta o que é meu!"

Se isso não é um "imperativo", não sei mais o que é.

Lembro-me que assim que a minha caminhada com o Mestre começou, aconteceram algumas coisas diferentes do mar de rosas prometido: perdi meu emprego, com a falta de pagamento de minhas obrigações, meu nome ficou sujo na praça, fui despejado, dependi de doações de cesta básica de pessoas que nem imaginava, fui morar de favor.

Olho para este trecho de minha vida, mas o medo de não ter, de viver sem conseguir se bancar, não é algo que me causa medo, angustia ou insegurança. Aconteceu a tempestade, e o barco não foi a pique, embora muitas vezes pensei em levantar meu punho em riste contra o céu que me oprimia (não podia ser o inferno: me ensinaram que dizimistas como eu não passavam por apertos financeiros. Ou Deus mentiu, ou quem me ensinou o fez).

Passada essa tempestade, percebi o que havia para mim: do outro lado da tormenta havia aprendido a superar aquelas tribulações com demasiada tranquilidade. Era mais lúcido, firme, real, equilibrado.

Jamais poderia cantar - ou louvar - dizendo: "Deus! Te ordeno! Devolve aquele velho emprego que me fazia ser um ser humano pior! Restitui meu carro velho! Meu jogo de quarto! Traz de volta meu Atari e minhas chinelas de couro de bode"

Tudo que me foi tirado, privado, não caberiam no novo ser que estava sendo criado em mim(como jamais imaginei poder ser). Aquelas porcarias todas não podem mais me fazer ajoelhar e chorar sua perda. O que me faz ajoelhar hoje é mais que digno de tal ação.

O interesse do Mestre não é restituir valores e contas bancárias. É colocar-nos na trilha dos valores realmente importantes.

Quanto às outras coisas, que nos faz dormir sem preocupações sobre o que comer, vestir, dirigir, pilotar, digerir: "Busca o Reino Dele, estas coisas vos serão acrescentadas..."

De um chato para outro: O Reino primeiro, ok?

sábado, 24 de julho de 2010

Entrevista com Mike Portnoy


Mike Portnoy, baterista do Dream Theater, participou do "Ask The Artist", uma sessão de perguntas feita pela gravadora Roadrunner Records na qual os fãs enviam perguntas para os músicos. Abaixo podem ser conferidas algumas das perguntas e suas respectivas respostas.
O Dream Theater já pensou alguma vez na possibilidade de fazer trilhas sonoras para filmes?
Portnoy: “Nós adoraríamos; falamos sobre isso a nossa carreira inteira, especialmente o nosso lado instrumental. Às vezes improvisamos algumas jams e usamos muito disso no LIQUID TENSION EXPERIMENT. Nós adoraríamos, precisamos apenas da oportunidade certa. Bandas como Pink Floyd costumavam fazer isso nas décadas de 60 e 70, eles fizeram a trilha sonora para alguns filmes. Eu acho que nós seríamos capazes de fazer coisas legais, estamos apenas esperando o convite.”
Estamos todos conscientes de que a sua recuperação do alcoolismo tem muito a ver com a participação em reuniões e trabalho nas etapas em uma base diária, e às vezes até mesmo patrocinando alguém. Como você lida com essas questões sendo um músico na estrada? Você ainda vai às reuniões quando está em casa, ou ainda encontra tempo para ir às reuniões em outros países?
Portnoy: “Essa é uma boa pergunta. O Alcoólicos Anônimos foi a solução para o meu problema. Não é para todos, pessoas diferentes têm maneiras diferentes de resolverem os seus problemas, mas para mim essa foi a solução. Não consegui parar até que comecei a ir às reuniões, e daí fui capaz de abandonar as drogas e bebidas de uma vez por todas.
Estou chegando a dez anos de sobriedade, graças às reuniões do AA. Nos meus primeiros anos de sobriedade eu tinha que ir para as reuniões todo dia, e eu ia todos os dias, e mesmo em turnê a primeira coisa que eu fazia quando eu chegava em uma cidade era ligar pra um centro de informações e encontrar uma reunião para ir. Eu fui a reuniões em todos os lugares do Kansas a Tóquio a Londres, e vários outros lugares. Foi absolutamente obrigatório para minha sobriedade.
Agora, quase dez anos depois, eu sou capaz de ir para a estrada sem ir às reuniões, mas parar completamente não é recomendado, você realmente tem que sempre ir para as reuniões. Talvez as pessoas em casa possam se perguntar por que eu ainda estou indo, mas sei que se eu não for, vou beber novamente. Você tem que manter o hábito. Eu não vou agora tanto como eu costumava ir, mas eu ainda vou, e isso é absolutamente imprescindível para mim”.
O Dream Theater oferece muito material aos fãs como DVDs, shows ao vivo, bootlegs, projetos paralelos e etc. Com tanta coisa acontecendo, como você relaciona estar em uma banda e ser um artista de maneira individual?
Portnoy: “Bem, gestão de tempo é um grande problema para mim porque eu estou supervisionando todo este material para a banda, por isso é uma questão de como espremer tudo isso. Não sei, eu simplesmente fui construído para me manter ocupado. Os outros caras podem ir para casa e tirar semanas ou meses de férias e não fazerem nada e eles ficam bem com isso, mas para mim, eu preciso estar fazendo um milhão de projetos.
Eu não sei qual é a resposta, não é algo que você pode planejar. Ou você é este tipo de pessoa - um workaholic - ou você não é. Há algumas personalidades que são feitas pra isso, e felizmente, ou infelizmente, minha personalidade é assim".
Eu gostaria de seguir uma carreira na música com a minha banda. Da sua perspectiva, o sucesso dos negócios no mundo do entretenimento era diferente do que você esperava quando você ainda era adolescente e começou o DREAM THEATER?
Portnoy: “Tudo é como eu sonhei, eu comecei a viver uma vida encantada e sou muito agradecido por isso. Graças a Deus eu consegui ser bem sucedido neste negócio porque eu realmente não posso fazer mais nada, além disso, no mundo real. Eu não consigo acordar de manhã e ir para o trabalho, eu não posso fazer nada que seja conveniente, por isso agradeço a Deus pois tive sucesso em fazer algo criativo.
Quando formamos a banda, não tínhamos essas ilusões de tocar no mundo inteiro, vender discos e turnês, não era nosso objetivo. Éramos apenas um bando de garotos que queriam tocar música juntos.
Acho que se nós realmente quiséssemos ter todos essas recompensas do estilo de vida rock n' roll, nós provavelmente teríamos escolhido um estilo diferente de música! Se fosse tudo sobre sexo, drogas e rock n 'roll eu provavelmente deveria ter sido de uma banda como o MÖTLEY CRÜE, mas de alguma forma acabamos fazendo o que DREAM THEATER faz, o que obviamente é um estilo mais especializado de música no qual, se você quisesse ser rico e famoso, provavelmente essa não seria a melhor escolha.
Nós temos muita sorte de ter perseverança e de ter feito um nome e uma carreira para nós mesmos, fazendo o que fazemos, mas levou um longo, longo tempo para chegar onde estamos. Sou muito agradecido. Temos uma grande base de fãs em todo o mundo, temos que tocar para um grande número de pessoas toda noite, todos nós temos mulheres e crianças, e nós ganhamos dinheiro o suficiente para prover as nossas famílias com um estilo de vida agradável, e eu me encontrei e toquei com todos os meus heróis ao longo dos anos, por isso certamente foi um sonho que se tornou realidade”.
Para ler a entrevista completa (em inglês) acesse este link.
Fonte desta matéria (em inglês): Blabbermouth

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dave Mustaine lança Biografia


 

ma das biografias mais aguardadas do mundo da música pesada está prestes a ganhar as prateleiras das livrarias norte-americanas e européias: Mustaine - a heavy metal memoir.

O livro - escrito pelo próprio Dave Mustaine em parceria com o jornalista Joe Layden - vai abrir o baú de memórias do frontman do Megadeth sem piedade de ninguém. As palavras prometem virar balas em uma verdadeira metralhadora apontada para todos os lados. Trechos que contam como o ex-membro e um dos fundadores do Metallica foi despedido da banda ao ser deixado para trás em uma estação de ônibus de Nova York com apenas uma passagem de volta para Los Angeles ou ainda suas contribuições para a banda que nunca foram creditadas prometem não só jogar lenha na antiga briga entre Metallica e Megadeth como ainda contradizer o próprio Mustaine que recentemente atribuiu à imprensa os problemas entre ele e os integrantes do Metallica. 

Mas o livro não fala apenas sobre a banda de James Hetfield e companhia. "Mustaine" descreve também a relação do quase sempre mal humorado frontman com seus companheiros e ex-companheiros de Megadeth, entre eles Marty Friedman e Nick Menza, que juntos com recém re-admitido David Ellefson fizeram parte da mais importante formação da banda, responsável por clássicos como Rust in Peace ou ainda Countdown to Extinction. 

A biografia vai além e descreve ainda a luta contra a dependência química e de álcool, a doença que quase acabou com a carreira do guitarrista, a infância tumultuada e até mesmo a influência do cristianismo na vida de Dave Mustaine. 

"Mustaine - a heavy metal memoir" será lançado nos Estados Unidos no dia 3 de agosto e na Europa (onde recebe o título de "Mustaine: A Life In Metal") em 30 de setembro. Mesmo antes de chegar as prateleiras, o livro já ganhou status de best-seller atingindo o número 1 da categoria música na Amazon.com, maior loja de e-commerce do mundo.

sábado, 10 de julho de 2010

M.J morto pelos Illuminati???


Há um ano, morria Michael Jackson, conhecido como o rei do pop. Seu precoce e inesperado falecimento gerou muitas especulações. A mais curiosa tem sido propagada pela escatologia aterrorizante e especulativa, que possui representantes em todo mundo. Em seus DVDs em série e canais do YouTube, eles se aproveitam do acontecimento para afirmar que o astro teria sido morto porque resolveu bater de frente com o sistema global dos “senhores do mundo”.
Os web-paranoicos de plantão têm dito que Michael Jackson, nos últimos dias da sua vida, andava triste com a gravadora Sony (isso é verdade, em parte), a qual pertence aos “senhores do mundo” (isso é pura especulação). Em razão da perseguição e da manipulação destes, o astro resolveu denunciar o complô da Nova Ordem Mundial e acabou sendo assassinado pela Illuminati. Essa história é tão verdadeira quanto os romances policiais de Dan Brown, autor de O Código da Vinci, Anjos e Demônios e Fortaleza Digital.

Ao examinarmos a biografia do rei do pop, vemos que a tristeza o acompanhou durante toda a sua vida. Na infância, além de ter visto seu pai espancar seus irmãos por motivos banais várias vezes, apanhava no rosto e ouvia com frequência: “Você é feio como um macaco”. Ele revelou que sempre tinha pesadelos relacionados com o seu pai. E nunca se esqueceu do dia em que ele, entrando mascarado no seu quarto, passou-se por um sequestrador a fim de ensinar-lhe a fechar as janelas antes de dormir.

Michael foi moral e fisicamente abalado durante a infância e a adolescência por conta de contínuos ensaios obrigatórios, chicotadas, pancadas, além de inúmeros xingamentos. Durante o documentário
Living with Michael Jackson, exibido pela emissora britânica Granada Television em 2003, ele afirmou que sentia vontade de vomitar quando se lembrava do pai.

Por que Michael era tão triste? E por que morreu precocemente? Foi por causa dos “senhores do mundo”? Não! A sua morte gradual, “à prestação, decorreu do seu afastamento de Deus e dos traumas que herdou dos tempos da infância perdida. Ele nunca se contentou com a sua aparência nem se conformou com a sua adultização precoce. Isso fez dele uma pessoa infeliz, a despeito de toda a sua fama e dos milhões de dólares que possuía.
Diante do exposto, se houve algum “senhor do mundo” que matou Michael Jackson, o seu nome é Joseph Walter Jackson. Este, como pai do astro, se vangloria de tê-lo elevado ao estrelato. Mas foi ele também o principal responsável pela sua infelicidade e pelas suas permanentes esquisitices.